intoxicação alimentar

Intoxicação alimentar: como evitar

A intoxicação alimentar, que também pode ser gastrointestinal, chamada então de gastroenterite aguda, pode ser muito grave em crianças e idosos, e geralmente se dá pela ingestão de alimentos ou água contaminada. 

Estar atento à origem e procedência dos alimentos é fundamental antes de ingerí-los. Não só isso, mas também às práticas de manuseio e higienização da comida para o seu preparo em locais como restaurantes, praças de alimentação, food trucks e etc. 

Para saber mais sobre a intoxicação alimentar e como evitar esse problema de saúde, continue a leitura e fique por dentro. 

O que é a intoxicação alimentar e como acontece?

A maioria das intoxicações alimentares acontece pela contaminação através da ingestão de alimentos ou água contaminada por bactérias do gênero Salmonella, E. coli, Shigella, Staphylococcus e Clostridium

O que faz com que a intoxicação alimentar ocorra é a má higienização dos alimentos, mau armazenamento/manipulação e/ou preparo dos alimentos. A intoxicação alimentar por Salmonella sp. é a mais comum, pois envolve produtos de origem animal como derivados de leite, ovos e carnes que foram contaminados com fezes de animais infectados. 

Lembrando que a contaminação cruzada para alimentos vegetais também pode ocorrer caso o manuseio seja feito de maneira errada e os vegetais entrem em contato com alimentos contaminados. 

Já as intoxicações por Escherichia coli ocorrem por produtos de origem animal como carne de gado, porco e água contaminada com fezes contendo a bactéria, além de leite não pasteurizado ou contaminação cruzada (que pode ocorrer através do carreamento das bactérias por moscas). 

A intoxicação alimentar por Staphylococcus aureus ocorre através das toxinas que a bactéria produz. É preciso levar em consideração que essa bactéria já vive em harmonia com o nosso organismo nas nossas mucosas nasais e pele, mas nos alimentos como peixes, embutidos (presunto), leite e ovos causam a intoxicação alimentar

O botulismo é um tipo bastante grave de intoxicação alimentar que acontece pela ingestão da bactéria Clostridium botulinum, a qual pode ser encontrada em alimentos enlatados, em conserva e defumados que sofrem problemas de armazenamento ou não são processados da maneira correta para evitar o desenvolvimento da bactéria.

Essa intoxicação causa sintomas e perturbações neuroparalíticas e, se não tratada às pressas, pode levar ao óbito. Os sintomas geralmente iniciam de 8h a 20h após a ingestão do alimento contaminado. 

E é importante salientar que também existe outra forma de intoxicação pelo gênero Clostridium que ataca diretamente o sistema nervoso central e não o sistema intestinal.

Diferente das outras intoxicações alimentares, o botulismo causa uma diversidade de sintomas similares às outras intoxicações, os quais vamos falar a seguir, mas é importante ressaltar que a sintomatologia que se destaca nas intoxicações por Clostridium são: dificuldade para falar, visão turva ou dupla e dificuldade para focar em objetos. 

Ou seja, os sintomas neurológicos são mais aparentes e se destacam mais do que os sintomas gastrointestinais. 

Sintomas de intoxicação alimentar

A intoxicação alimentar é uma patologia bastante desagradável que fadiga o corpo e o metabolismo. Dentre seus sintomas podemos citar diversas alterações gastrointestinais e metabólicas, como: 

  • náusea;
  • vômitos;
  • diarreia;
  • cefaleia;
  • febre;
  • cólicas abdominais;
  • mal-estar;
  • desidratação;
  • queda de pressão;
  • perda de peso. 

É importante fazer reposição eletrolítica com soro para não chegar ao quadro de desidratação que já é considerado grave. E se a intoxicação se estender por muito tempo, buscar o atendimento médico é fundamental. Em caso de intoxicação alimentar que se prolongue por mais de 7 dias, deve-se avaliar a função renal para checagem de níveis de potássio, sódio, creatinina e outras substâncias que se perdem na desidratação grave. 

Como evitar a intoxicação alimentar?

A melhor forma de evitar a intoxicação alimentar é estar sempre de olho na procedência e saber a origem dos alimentos que você consome. Ficar por dentro da procedência das carnes no açougue em que você faz compras ou de onde vêm os alimentos no restaurante que você costuma frequentar. 

Além de, é claro, fazer a higienização adequada dos alimentos que vai consumir em casa e evitar qualquer tipo de alimentação e/ou água contaminada ou suspeita para evitar quadros de intoxicação alimentar

Um caso muito sério de intoxicação alimentar que ocorreu nos últimos tempos foi o que envolveu a cervejaria Backer, que apresentou lotes contaminados com dietilenoglicol, um anticongelante tóxico que, suspeita-se, pode ter causado a morte de diversas pessoas que consumiram a cerveja, bem como a internação de diversas outras que apresentam um quadro de insuficiência renal aguda de evolução rápida e alterações neurológicas. A investigação continua em andamento.  


Infelizmente, nem sempre podemos estar a par do que é confiável e do que não é. Mas, prestar atenção nos rótulos do que consumimos e focar em uma dieta mais saudável, preparada por nós mesmos, fugindo dos industrializados o máximo possível, é o primeiro passo para evitarmos uma intoxicação alimentar.

Diretor Técnico: Dr. Luiz Fernando Abrahão
CRMMG: 18674
RQE: 10553

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